Pequenas grandes mentiras

Oiee pessoas ^^

Já faz um bom tempo que li este livro, mas só agora fui me lembrar de compartilhá-lo por aqui...haha' foi uma história que me surpreendeu bastante, e eu vou contar o por quê :)

Título: Pequenas grandes mentiras
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Edição: 1
Lançamento: 2015
Sinopse: Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.
Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?
Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.
Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline. Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.
Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.
Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre.

Resenha

Vou ser bem claro: isso não é um circo. É uma investigação de assassinato. – página 15

Jane Chapman é nova na cidade. Ela se mudara recentemente com o filho, Ziggy, de cinco anos, e era, provavelmente, a mãe mais jovem da Escola Pública de Pirriwee. Com vinte e quatro anos, Jane era solteira, e odiava falar sobre o pai do menino.
Pirriwee era uma cidade pequena, então todos se conheciam, e o mais interessante era que as amizades adultas giravam em torno de quais filhos estudavam juntos ou não. É assim que Jane conhece e faz amizade com Madeline e Celeste, duas mães de crianças que também estudam na Escola Pública de Pirriwee, e é da mesma forma que ela faz inimigos.

Madeline é adorada por todos, mesmo sendo meio “barraqueira” e amando uma boa briga. Ela anda se sentindo traída pela filha mais velha, Abigail, que parece gostar mais da madrasta do que da própria mãe, e tem mais dois filhos pequenos, Chloe e Fred. Chloe acaba se tornando amiga de Ziggy, mas as mães já se conheciam antes, quando Madeline tenta dar uma de boa samaritana no meio do trânsito e torce o tornozelo, sendo salva por Jane.

Celeste é a melhor amiga de Madeline, mas elas são muito diferentes. Celeste é casada com um homem muito rico, então possui todas as joias que qualquer mulher (inclusive Madeline) queria ter, mas ela não se importa muito com isso. Celeste é linda de uma forma que muitos invejam, e mesmo não usando maquiagem, ela faz cabeças virarem. Ela parece perfeita, seu marido parece ser perfeito, seus filhos e sua casa perfeitos. Mas a verdade é bem mais dura.

As coisas começam a sair de controle na escola no dia da orientação, antes mesmo das aulas começarem, quando Ziggy é acusado de praticar bullying e machucar fisicamente uma colega. Muitos pais se viram contra o menino e sua jovem mãe, mas não Celeste e Madeline (principalmente Madeline, que “adota” Jane como sua protegida). Com o passar do tempo as coisas vão piorando, com uns incidentes aqui e ali, mas nada se compara ao ocorrido na noite do concurso de perguntas dos pais na escola. Fantasiados de Elvis Presley e Audrey Hepburn, os pais beberam mais do que comeram, e alguém caiu da sacada. Quem será que foi o infeliz?

Confesso que só fiz minha irmã comprar esse livro por conta da série que ia sair, e só porque alguns atores de quem gosto estariam no elenco...haha’ Mas o coitado ficou parado um tempão na estante, até eu olhar para ele e sentir curiosidade de lê-lo. O início não foi muito rápido e fluído, demorei um pouquinho para gostar dos personagens e para engatar na leitura, mas no momento em que isso aconteceu, foi página virando que só.

Gostei muito da escrita da autora, e mais ainda do mistério acerca do que tinha acontecido na noite do concurso. Oito pessoas estavam na varanda, uma caiu, todo mundo estava bêbado. Liane conseguiu me deixar em dúvida sobre quem era a vítima do acidente (e se era ou não um acidente) e eu mal via a hora de saber quem é que tinha morrido. E o mais intrigante é que ela vai deixando pistas ao longo da história, mas só revela a noite do concurso lá pelas últimas páginas, então eu estava com medo de que alguma das três personagens (Jane, Madeline e Celeste) tivesse morrido.

Pequenas grandes mentiras me proporcionou horas e horas de diversão, isso porque Madeline e sua família são muito engraçados, e as muitas cenas me fizeram rir. Claro que nem tudo são risadas, pois a autora também aborda temas como bullying e violência doméstica, cujas cenas me deixaram fervendo de raiva. Gostei muito do suspense e mistério acerca dos acontecimentos da noite do concurso, e gostei mais ainda de ir conhecendo os personagens aos poucos, tanto os protagonistas quanto os secundários. E felizmente o livro não gira em torno da investigação do “acidente”, e sim da vida dos personagens antes e depois disso.

Outra coisa muito legal a respeito da obra, é que ao longo dos capítulos a autora traz partes de depoimentos dos outros pais, professores e até da diretora da escola, todos agindo como se tudo não passasse de uma brincadeira, e defendendo um ou outro lado da história. São trechos bem pequenos, e muitos deles não passam de fofocas e de comentários sobre Jane, Madeline, Celeste e as outras mães.

Liane me surpreendeu bastante, e, agora que me tornei uma fã, vou correndo ver a série de TV inspirada em Pequenas grandes mentiras e ler seus outros livros, pois imagino que sejam tão bons quanto este foi. Mas tenho receio de que não vá gostar tanto quanto gostei de PGM, pois um dos fatores que mais me deixaram intrigada e presa à leitura foi o fato de conter uma personagem que sofria violência doméstica, e que tinha medo de que suas ações para fugir disso afetasse negativamente os filhos. Devo dizer que essa foi a minha personagem favorita do livro, e por isso e por outras coisas, fiquei muito feliz com o desfecho do livro.
Só me arrependo de não ter lido-o antes...haha’ mas fazer o que, né?

Mas era tão surpreendente que o homem bonito e preocupado que acabara de lhe oferecer uma xicara de chá e estava trabalhando no computador no outro cômodo, e que viria correndo se ela o chamasse, que a amava do fundo do seu coração, provavelmente fosse matá-la. – página 282

  
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