As cores do amor

Oiee pessoas \0/

Não sei vocês, mas eu sou bem estranha se tratando de livros. Tem horas que digo que vou fugir dos romances (principalmente os hots), mas aí quando vejo lá estou eu lendo algum. O que me leva a crer que, não importa o que aconteça ou o que eu decida, os romances nunca vão parar de surgir na minha estante...haha'
As cores do amor foi um livro que eu senti muita curiosidade de ler, principalmente porque eu já tinha lido O amor não tem leis, também da Camila Moreira, e tinha gostado. Bom, aqui não foi diferente.

Título: As cores do amor
Autora: Camila Moreira
Editora: Paralela (cortesia – lançamento em 31/7/2017)
Páginas: 320
Edição: prova antecipada
Lançamento: 2017
Sinopse: O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração.
Resenha

Estava perdendo as forças para lutar, e tudo indicava que me daria por vencido naquela batalha. Precisava de algo que mudasse a minha vida por completo. – página 27

Filho de um dos maiores produtores de soja do país, Henrique tinha a aparência e o comportamento de play boy rico, mas ninguém, nem mesmo seus melhores amigos, sabiam como era difícil ser filho do coronel Enzo Montolvani. Desde cedo Henrique tinha se provado diferente de tudo o que o pai sempre quisera para o filho: um herdeiro para suas conquistas, então Henrique vivia uma vida infeliz e vazia, com medo de abandonar o pai moribundo para viver a própria vida da maneira como queria.

Sílvia nunca teve nada fácil na vida. Abandonada pela mãe após a morte do pai, ela teve que cuidar da irmã mais nova e sempre lutou contra o preconceito sofrido por causa de sua cor de pele, sempre tentando manter a cabeça erguida e não se deixar abater pela ignorância das outras pessoas. Ela já tinha sofrido muito por amor no passado, então se apaixonar por alguém como Henrique, tendo um pai como o dele, não estava em seus planos.

Aprendi a duras penas que a realidade tem que ser vivida e não sonhada. E eu não tinha tempo para sonhar. – página 34

Este não é um romance onde a protagonista é toda inocente e fica sofrendo pelo mocinho, que quer tudo menos amor. Aqui tanto Henrique quanto Sílvia percebem que querem mais do que já têm, e ambos são, digamos.... Extrovertidos no que se diz respeito a amor e sexo, o que é um diferencial e tanto.

Não vou dizer que morri de amores pela história, pois estaria mentindo. Mas também não me decepcionei com o livro, consegui gostar dos personagens rapidinho (não de todos, é claro) e a escrita da autora é rápida e divertida em alguns pontos. Gostei de ver que a Camila não colocou acontecimentos absurdos na história (como um/uma ex voltando de repente e tentando matar um dos protagonistas, ou algo do tipo), e mais ainda de ver que tudo se encaixou perfeitamente, deixando um gostinho de quero mais no final.

O que mais me pegou na história, foi a questão do racismo. A gente sabe que existe, mas, como alguém de pele branca, eu nunca senti ou sofri na pele. Ver Sílvia enfrentando isso na história me fez gostar ainda mais dela, principalmente porque a autora criou uma protagonista forte que não leva desaforo para casa, mas que também não é feita de pedra. Sílvia é humana, ela teme pela sua vida e pela vida das pessoas que ama, assim como nós. Mas ela também não se deixa abater tão fácil.

“Não posso prometer que você nunca mais vai chorar, mas posso jurar que as suas lágrimas nunca mais vão cair. Eu sempre vou estar aqui para secar. Até que eu pare de respirar.” – página 288

Já com Henrique confesso que foi mais difícil de lidar. Acho que o que me pegou mesmo foi o fato de ele ser romântico com Sílvia, quando eu não esperava isso dele...haha’ românticos incorrigíveis, quem nunca?
Contudo, eu ainda consigo entender seus motivos de fazer o que fez. Apesar de tudo, Enzo era seu pai, e Henrique consegue ser um pouquinho lerdinho quando quer...haha’

Num geral, foi um romance que me fez suspirar, e ter uns surtos de raiva também, pois tanto Henrique quanto Sílvia sabem ser irritantes e fazer drama quando querem (o típico não falar tudo de uma vez e deixar os outros na curiosidade). Achei que a editora fez um bom trabalho na diagramação do livro, tirando uns dois ou três errinhos de digitação que encontrei (dá nada, gente), e ler As cores do amor me deixou curiosa para ler 8 segundos, que conta a história de Lucas e Pietra, melhores amigos de Henrique e Sílvia, respectivamente. Curiosíssima aqui!


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