A rebelde do deserto

Oiee pessoas \0/
Hoje terminei o último livro do ano, a não ser que dê a louca e consiga ler outro até a meia-noite de amanhã...haha' e já corri trazer a resenha para vocês <3
Acredito que já tenham ouvido ou lido a respeito deste livro, pois foi beeem falado na blogosfera desde seu lançamento, mas quando o livro é bom, falar sobre ele nunca é demais, né?

Título: A rebelde do deserto
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte (cortesia)
Páginas: 283
Edição: 1
Lançamento: 2016
Série: A rebelde do deserto #1
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.  Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

Resenha
Uma nova alvorada. Um novo deserto! – página 23

Amani Al’Hiza é uma garota de 16 anos que atira muito bem, e precisa fugir. Nascida e crescida na Vila da Poeira, ela vive com o tio e a família dele numa casa onde todos a odeiam, e como se já não bastasse ser tratada como lixo pelo simples fato de ser uma menina, ela logo terá que se casar.... Com o tio. Amani sempre quisera fugir da Vila da Poeira e ir para a capital, onde acreditava que poderia ter uma vida melhor e não depender de ninguém, e ela vai ter que fazer isso o mais rápido o possível, se não quiser ficar presa naquele lugar para sempre.

O livro começa com Amani fugindo numa noite e indo para Tiroteio (vestida de menino) onde acontecem competições de tiros. Como uma boa atiradora (na verdade, ela é muito mais que boa), se ganhasse, Amani teria dinheiro o suficiente para pegar um trem e sair daquele fim de mundo que tanto odiava, mas ela não contava com um rival tão bom e intrigante: a Cobra Oriental, também conhecido como Jin, um forasteiro que está sendo caçado pelo Exército por traição. Aquela não seria a primeira vez que eles se veriam ou se ajudariam, mas foi como tudo começou.

“Você é este país, Amani. Mais viva do que qualquer coisa deveria ser neste lugar. Toda feita de fogo e de pólvora, com um dedo sempre no gatilho.” – página 225

Eu estava muito ansiosa para ler este livro, perdi as contas de quantas resenhas positivas eu li a respeito de A rebelde do deserto e sua continuação (que eu também estou doida para ler), mas estava tentando baixar um pouco as expectativas, porque vai que não é tudo isso, né? Eu gostei muito do livro, mas, para ser sincera, a parte fantasiosa me lembrou muito a série Jovens de Elite, da Marie Lu (os livros foram resenhados aqui no blog), e outros aspectos da história me lembraram outras histórias. Claro que é muito difícil escrever uma distopia ou fantasia totalmente original e que não se pareça em nada com outros livros do gênero, mas algumas coisas eram parecidas demais com outras histórias, e isso me deixou torcendo o nariz.

Mas os personagens são realmente um show. Eu me encantei por Amani e sua determinação; já no começo ela sabe o que quer: ela não quer ficar na Vila da Poeira, porque sabe que não é ali que ela deve morrer, não é aquela vida que ela merece. Claro que ela não é incrível e perfeita o tempo todo (ninguém é), mas Amani é uma personagem maravilhosa, e eu consegui entender (e apoiar) todas as suas ações, principalmente quando ela decidia que valia a pena se arriscar para salvar alguém.

Jin também é um personagem incrível, mas ele não chega aos pés de Amani ou de Shazad, uma garota que é uma baita de uma general e que também deu um show aqui. Jin é mais aquele personagem que ajuda a protagonista a entender o mundo que ela ainda não conhecia, tanto em relação à magia (o livro possui muita magia e lendas) quanto em relação a encontrar seu lugar no mundo, mas como já li muitos livros do gênero e vi os sinais, já imaginava como a relação deles iria acabar.

E então veio aquele sorriso. Talvez eu tivesse olhos que me traíam, mas Jin com certeza tinha o tipo de sorriso capaz de converter impérios inteiros. O tipo de sorriso que me fazia sentir que o entendia direitinho, embora não soubesse nada sobre ele. O tipo de sorriso que me fazia sentir que éramos capazes de qualquer coisa juntos. – página 118

Infelizmente o livro é curtinho, principalmente se comparado à A traidora do trono, que possui mais de 400... Maas, senti que a autora se deu muito bem aqui, apesar de achar que algumas cenas poderiam ter sido mais bem desenvolvidas e estendidas. Num geral, eu gostei bastante de A rebelde do deserto; a autora possui uma escrita leve e rápida, os personagens são encantadores e a história consegue envolver o leitor, principalmente por conta dos elementos mágicos (alguns me surpreenderam bastante) e do final, que me deixou muito animada para ler a continuação. Vendo que os livros foram lançados aqui no Brasil nos mesmos anos que no exterior, estou torcendo muito para que o terceiro (creio que o último) também o seja: vem 2018!




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