Filha da Ilusão

Oiee pessoas, como vocês estão? Como andam as leituras?
Eu preciso confessar: faz um tempinho desde que li um livro que conseguisse me conquistar totalmente. Estou perdendo as esperanças já...haha' Eu estava curiosa para ler Filha da Ilusão, mas como vocês poderão ver a seguir, não foi uma leitura tão boa quanto eu esperava.

Título: Filha da ilusão
Autora: Teri Brown
Editora: Valentina (cortesia)
Páginas: 288
Edição: 1
Lançamento: 2014
Série: Herdeiros da Magia #1
Sinopse: Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini - ou pelo menos, é o que Marguerite alega - os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro. Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?

Resenha

“Estamos prontas?” “Mais prontas do que nunca.” “Vamos surpreendê-los?” “Nós sempre os surpreendemos.”  - página 25

Desde a adolescência, Anna ajuda a mãe com suas apresentações. Ninguém sabe, mas quem possui dons de ilusionismo e de comunicar-se com os mortos é a própria Anna, e não sua mãe, que não passa de uma farsa. Mas é claro que ela não ousaria revelar o que realmente é (até porque ela nem sabe o que realmente é) e enfrentar a fúria da estrela do show: Madame Marguerite Van Housen, ou ser usada para ganhar mais dinheiro. Sendo assim, Anna guarda segredo a respeito de si mesma, até a chegada de um vizinho encantador, Cole.

Quando o conhece, Anna percebe que há algo de diferente, e misterioso, no rapaz. E percebe também que seus poderes parecem aumentar quando ele está por perto, o que a assusta terrivelmente, já que ela não sabe como controla-los ou se as visões que tem são de um futuro concreto, ou se pode muda-los quando o dia chegar. Somando isso ao fato de que alguém a está seguindo, Anna tem motivos para ficar paranoica.

Tudo que sempre quis foi ser uma moça normal, com uma vida normal. Falar com os mortos ou ver o futuro não pode, sob nenhum aspecto, ser considerado como algo normal. – página 45

Eu estava curiosa a respeito deste livro, apesar de histórias fantásticas não serem o meu tipo favorito de história. Imaginava que Anna seria uma espécie de heroína na história, ou até mesmo uma vilã como Adelina Amouteru. Mas queria muito que ela fosse uma protagonista forte, determinada e corajosa, que aprendesse a usar seus poderes e, não sei, derrotasse alguém...haha’
Ela é forte e determinada, e protetora também (apesar de, em 90% do livro, sua mãe não parecer dar a mínima para ela), e apesar de ter sido a grande estrela do livro, senti que faltou alguma coisa. Mas isso tem a ver com a história, e não com a Anna.

Com todas as perseguições que Anna estava sofrendo, eu realmente achei que alguma coisa incrível iria acontecer, imaginei que haveriam muitas cenas de ação, muito choro e muitos poderes envolvidos. Mas a autora criou um “enigma” tão previsível que eu mal via a hora de chegar logo ao final para saber se alguma coisa de extraordinária iria acontecer. Não aconteceu. Fiquei bastante decepcionada com o livro, num geral, e a única coisa que o salvou mesmo foi a Anna.

Sobre os personagens secundários, eu até que gostei de alguns deles, achei que foram bem desenvolvidos e tudo o mais, mas em contrapartida, outros ficaram um pouco de escanteio. Um deles é Cole, o par quase romântico de Anna; não consegui gostar de Cole, ele fazia mistério demais acerca de algo que, no final, nem pareceu grande coisa. E eu não gostei de seu jeito carrancudo.

Apesar de ser uma história que se passa numa ambientação diferente (Nova York, nos anos 1920), e apesar de ser uma trama interessante, achei que Filha da ilusão poderia ter sido melhor desenvolvido. E a maneira como o relacionamento entre Anna e sua mãe muda no final me pareceu um pouco forçado, ficou um pouco incoerente com tudo o que Anna havia dito antes, sobre como a mãe a tratava.

Enfim, Filha da ilusão foi mais uma aquisição na minha maré de azar literária...haha’ Não ando tendo sorte com livros </3
Mesmo que o final tenha me deixado um pouco curiosa para saber o que vai acontecer nos próximos livros, depois de ter me decepcionado com Filha da ilusão, não sei se arriscaria. Talvez seja um livro que te agrade, querido leitor, como ele fez com outros leitores... Mas não conseguiu fazer o mesmo comigo.

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