A Irmã da Tempestade

Olá a todos!

Hoje eu trago a resenha de um livro que eu estava esperando há um ano (só a Dryh sabe o quanto eu estava esperando pela Arqueiro lançar o segundo volume aqui no Brasil), segue abaixo as minhas impressões

Título: A Irmã da Tempestade
Autora: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro (cortesia)
Páginas: 528
Edição: 1
Lançamento: 2015

SinopseAlly D’Aplièse é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a notícia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens.

Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado.
Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado.Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.



Resenha

Ally é uma velejadora profissional e ama o que faz, sua outra paixão é, ou era, a música. Ela está navegando quando recebe a notícia de que Pa Salt morreu, além de Ally ficar triste, ela fica ainda pasma, pois poucos dias antes de Pa morrer, ela avistou seu barco enquanto velejava com Theo. No passado, Ally fizera parte da orquestra de Genebra, uma excelente violonista.

Theo e Ally se conheceram faz pouco e tempo, ele é decidido, filho de pai americano e mãe britânica, divorciados. Eles não se deram bem no início, pois Theo acreditava que Ally não deveria "exagerar" enquanto velejava, pois ela era a única mulher de toda a equipe. Por mais incrível que pareça, os dois se amam demais, mesmo discutindo às vezes. Theo é excêntrico e elétrico, enquanto Ally é calma. Theo, na sua ansiedade, decide pedir a mão de Ally em casamento (sem anel...) e ela aceita.

Estava deitada ao sol no convés do Netuno, nua, com a mão de Theo pousada sobre minha barriga em um gesto protetor. A curva deserta na praia dourada da ilha à nossa frente cintilava ao sol, aninhada em sua enseada rochosa.

Em uma regata muito perigosa, Theo acaba caindo no mar quando foi salvar um de seus companheiros, ele morre e Ally, que se sentiu culpada por abandonar a força da regata, recebe a notícia, em meio a duas perdas, ela não sabe o que fazer. Antes de Pa Salt morrer, ele deixou uma pista para cada uma de suas filhas adotivas, para que assim elas possam encontrar sua verdadeira origem.

Na nossa segunda noite, deitada nos braços de Theo sob as estrelas no convés superior, contei-lhe sobre Pa Salt e minhas irmãs. Como todos sempre faziam, ele escutou com fascínio a história da minha estranha e mágica infância.

A única pista que foi deixada para Ally foi um livro em norueguês sobre a história de Anna Landvik e Jens Holdvarsen, músicos antigos noruegueses. Ally decide voar para a Noruega, e assim, descobrir quem foram seus verdadeiros pais.




A história da música é muito presente em toda parte, eu mesmo me sentia um leigo as vezes, mesmo eu amando música clássica, conseguia me sentir perdido. Não faltam menções a nenhum compositor norueguês, e claro, a Segunda Guerra Mundial que assolou a Europa, e a Noruega também.

A Irmã da Tempestade segue a mesma linha do livro anterior a esse volume, a narração oscila entre o presente e o passado, o passado é representado pelo livro deixado por Pa Salt. A história de Anna se passa na Noruega, ela é dividida em duas partes, dessa forma, o passado e o presente acabam se complementado.

À medida que as horas foram passando, tive que reconhecer que Theo provavelmente tinha razão. Eu não estava sendo “eu mesma”.

Essa técnica que eu descrevi acima é completamente fantástica e proporciona uma complexidade para o livro, como se fosse possível dentro do mesmo contexto observar de diferentes pontos a partir de cada personagem. Em nenhum momento eu me peguei entediado, ao contrário, eu não conseguia parar de ler, pois a cada minuto, eu via que faltava pouco para terminar esse quebra-cabeça.

Diferente de As Sete Irmãs, o foco desse livro é a segunda irmã, que se chama Ally, a construção da história permaneceu a mesma. Caso alguém não tivesse lido As Sete Irmãs, não se sentiria perdido ao ler A Irmã da Tempestade.

A Editora Arqueiro fez um excelente trabalho na diagramação e também na capa de A Irmã da Tempestade, foi muito bom a Lucinda ter mudado de editora, a Novo Conceito conseguiu fazer uma edição péssima de As Sete Irmãs.

Recomendo esse livro para todos que amam música e história, os leitores de Ken Follet podem dar uma chance para esse livro. Lucinda Riley conseguiu me prender novamente com essa base histórica tão presente e essencial para a complexidade do livro, sem deixar que os pequenos fragmentos contemporâneos da história de Ally atrapalhem o resultado final, que foi esplêndido.


11 comentários

  1. Olá, Heitor.
    Esse livro é continuação de As Sete Irmãs? Vai ter sete livros então? hehe. Eu ainda não li o primeiro então não sei o que esperar. Acho que todos os livros da autora tem esse mesmo tipo de narração passado/presente, pelo menos todos os que eu li até agora foram assim hehe. Eu amo a escrita dela e assim que der eu quero ler todos dela.

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  2. Me envergonho completamente de dizer que não li nenhum livro da Lucinda... e, se não me engano, tenho todos os que ela lançou pela Novo Conceito, e ainda autografados. Ela é uma fofa, já tive oportunidade de conversar com ela duas vezes. Fiquei triste de saber que a edição de As sete irmãs não está legal. Ainda não vi esse segundo volume que saiu pela Arqueiro, mas preciso concordar que a capa ficou excelente! Amo narrativas que oscilam entre o presente e o passado e fico feliz por saber que você não conseguia parar de ler. Espero ter a oportunidade de fazer isso logo.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  3. Oiee,
    Meu sonho ler algo da autora. Fico feliz que a editora tenha feito um trabalho incrivel e acho que ela sempre arrasa né? Gostei de com expos sua opinião e o ivro esta mais que presente em minha lista e espero conseguir ler em 2016

    Beijos da Fê
    As Catarina´s

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  4. Oi Heitor, faz tempo que sempre ouço falarem muito bem desse livro e da escrita da autora, pena que não tive oportunidade de conferir ainda. Mas com certeza eu estou super ansiosa para lê-lo, e depois da sua resenha ele já entrou para a minha lista!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  5. Caramba, leitores de Ken Follet!!! É um dos meu autores preferidos. Mas, o plot não me interessou, só fiquei curiosa mesmo pela comparação. Não conhecia nem a escritora nem a obra, mas irei guardar com carinho essa indicação. E quando diminuir a pilha por aqui tentarei lê-lo e ver o que acho.

    ;D
    Profissão: Leitora

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  6. Achei muito confuso o primeiro livro sair por uma editora e o segundo por outra. hahaha Mas quero muito ler, adorei saber que são sete irmãs, e possivelmente sete livros, né? Eu fiquei bastante curiosa para conferir a trama.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  7. Oi, tudo bem?
    Vejo muita gente falando bem desse livro e da autora. Nunca li nada da autora então não sei muito o que esperar da estória. Mas a sua resenha me deixou bastante curiosa, assim que tiver um tempinho pretendo começar a ler a série. Serão sete livros?

    Beijos,
    Andy!

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  8. Oiiie Heitor, como tá?

    Vi várias pessoas falando super bem dessa série, e ela me chamou a atenção também. Adoro quando séries falam sobre família, e também mesmo sendo séries não precisamos necessariamente seguir a ordem. Achei super interessante o Pai deixar pistas para as filhas saberem quem é a sua origem. Espero ler essa série em breve.

    Bjs

    ♡ Amantes da Leitura

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  9. Eu ainda não li nenhum dos livros da Lucinda, mas já tenho As sete irmãs e A Irmã da tempestade em minha estante. Essa é a primeira resenha que leio sobre o livro e confesso que não sabia muito o que esperar da história. Gostei muito de saber que a música está presente na trama e que o livro pode ser lido fora de ordem. Espero que a história seja tão boa para mim quanto foi para você.

    Bjs, Glaucia.
    www.maisquelivros.com

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  10. Olá Heitor, ainda não li esse livro em particular da Lucinda, mas sou apaixonada pela escrita dela.
    Conheci através do livro A Garota no Penhasco que é um dos livros mais lindos que li e depois ainda li o Casa das Orquídeas que é muito bom também, expectativa está grande em torno desse e pelas suas palavras acho que não decepcionará.
    Beijos.

    Giuliana

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  11. Falou em música falou comigo! =D gostei demais do enredo e fiquei curiosa pelo outro livro. heheh. Esta parte de transitar entre passado e presente também achei muito dez!

    Parabéns pela resenha!
    Abraço!

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Oiê! Muito obrigada por passar por aqui, deixe um recadinho com o link do seu blog e a gente dá uma passadinha lá mais tarde :)

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