Felicidade para humanos

Oiee pessoas, tudo bem com vocês?
Como vocês sabem, fui uma das sortudas que receberam os livros Um de nós está mentindo e Felicidade para humanos antes dos lançamentos (fevereiro e março, respectivamente), e depois de ter me surpreendido com ambos e me apaixonado especialmente pelo segundo, lhes trouxe minhas impressões sobre o mesmo <3

Título: Felicidade para humanos
Autor: P.Z. Reizin
Editora: Record (cortesia)
Páginas: 392
Edição: 1
Lançamento: março de 2018
Sinopse: Não conte para ninguém, mas Jen é uma das minhas pessoas favoritas.
(Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu.)
Jen está triste. Aiden quer que ela seja feliz. Formou? Não necessariamente. É que Jen é uma mulher de trinta e poucos anos cujo namorado acabou de trocá-la por outra e Aiden é um programa de computador muito caro e complexo.
Aiden conhece Jen melhor que ninguém. Com acesso a todos os seus dispositivos, Aiden sabe qual é a música mais tocada de sua playlist, consegue achar suas fotos preferidas e selecionar as citações que mais a inspiram nas redes sociais. A partir de observações e de algoritmos singulares, ele resolve procurar um novo parceiro para ela. E com a internet inteira à sua disposição, não precisa ir longe para encontrar o que conclui ser o espécime perfeito e arquitetar um encontro. O problema é que Jen não parece querer contribuir para o plano infalível de Aiden.
Será que uma máquina muito inteligente artificialmente conseguirá desvendar a inteligência emocional para poder interferir de um jeito positivo na vida de Jen? E, o que é mais difícil, será que essa máquina vai descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes?

Resenha

Você está pensando o mesmo que eu? – página 99

Após ser deixada pelo namorado e trocada por outra, Jen não sabe o que fazer. Seu relógio biológico está contando o tempo que ela ainda tem para ter filhos, e como ela passa o dia conversando com uma máquina de inteligência artificial (chamada Aiden) e não tem muito contato com outras pessoas, fica um pouco difícil encontrar alguém que lhe agrade. Sem contar que ela ainda não superou ter saído do “vamos ter um filho juntos?” para o “existe outra pessoa, até logo”.

Vendo a amiga triste (por mais que não seja o que deveria acontecer, Aiden tem sentimentos e consegue perceber que ela está triste), Aiden decide que vai tentar arranjar alguém para sua Jen, e contrariando o que realmente deveria fazer – seguir as ordens que recebera de seus criadores e aperfeiçoar suas habilidades comunicativas – ele escapa para a Internet e começa sua busca. Ele só não esperava encontrar outros IAs por lá.

Do outro lado do mundo temos Tom, um homem de quarenta e poucos anos que possui um filho – egocêntrico – adolescente, um coelho como terapeuta e um livro inacabado que há tempos ele tenta escrever. Como juntar duas pessoas completamente diferentes e que moram em continentes diferentes? Melhor ainda, como agir como cupido quando você é uma máquina e não entende o que é felicidade, ou até mesmo amor?

"Não conte a ninguém, mas Jen e Ralph são duas das minhas pessoas favoritas. (Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu.)” – página 52

Quando recebi este livro, eu não sabia bem o que esperar. Não sou muito fã de robôs nem nada do tipo, faço parte daquele grupo de pessoas que acreditam que um dia os aparelhos eletrônicos vão perceber que não precisam da gente e se rebelar...hehe’, mas Felicidade para humanos não é assim. Aqui temos máquinas de inteligência artificial que vão além de apenas ler milhares de livros por segundo (que sonho, não?) e que fazem pesquisas em tudo quanto é lugar. São máquinas que se importam com o que acontece com os seres humanos – Jen e Tom – e são máquinas que dariam tudo para poderem experimentar o que nós temos todos os dias, o vento no rosto, o sol na pele...

Sendo assim, foi impossível para mim não me apaixonar pelo Aiden – ele adora filmes e é um romântico incurável muito divertido – e Aisling, sua amiga IA. Eu não sabia o que iria acontecer com eles, mas tinha medo de que fossem desligados ou algo do tipo. Torcia muito para que isso não acontecesse.

Você nasce com uma mente que não foi você que escolheu. – página 183

Também gostei muito de Jen e Tom, ambos são personagens incríveis e eu torcia muito para que ficassem juntos, de forma que quase arranquei os cabelos – ok, nem tanto, vai – quando as coisas davam errado e eles acabavam magoados ou separados. O romance entre eles é apaixonante, e também me rendeu muitas risadas e sorrisos bobos. O autor acertou e conseguiu deixar tudo na medida certa, o que me deixou extremamente feliz, pois acontece que Felicidade para humanos era exatamente o tipo de livro que eu estava querendo ler!

Só achei o final um pouco fraco </3 achei que o vilão da história daria mais trabalho para ser “derrotado”, e eu estava torcendo para que oooutras coisas acontecessem, mas tudo bem, é um final coerente e tenho certeza de que conseguirá agradar outros leitores. Só faltou um pouquinho de sal para mim...hehe’

Felicidade para humanos é uma comédia romântica maravilhosa que vai, com certeza, encantar os românticos de plantão e também aqueles que curtem uma pegada mais tecnológica. Como li a edição não revisada, não posso reclamar de nada, mas adianto que encontrei poucos erros, o que me deixou feliz e esperançosa de que a edição “verdadeira” do livro será impecável!

 
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