É melhor não saber

Título: É melhor não saber
Autora: Chevy Stevens
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Edição: 1
Lançamento: 2013
Sinopse: Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada. Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer. Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar. Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. 

Resenha

É melhor não saber foi uma surpresa muito grande para mim, acredito que nunca tenha lido um livro tão tenso, assustador e humano ao mesmo tempo. Confesso que não esperava muito dele, e estou arrependida por não tê-lo lido antes, mas depois de conhecer a escrita incrível da autora vou procurar outras obras dela.

Sara sempre soube que era adotada, porém nunca seguiu a ideia de encontrar seus pais biológicos. Sempre que pensava em ir atrás deles acabava desistindo por algum motivo, mas agora ela está determinada a ir até o fim. Prestes a se casar com Evan, um homem paciente e amoroso que aguenta seus surtos e ataques de raiva, ela tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é fruto de um estupro, e que seu pai é um famoso serial killer procurado pela polícia há décadas, o tal Assassino do Acampamento.

Quando pensa que as coisas não podiam piorar, suas informações são divulgadas na internet, e o homem que matara várias mulheres entra em contato com ela, querendo conhece-la e fazer parte de sua vida. Tudo o que Sara mais queria era se livrar daquele pesadelo e continuar sua vida, porém a polícia acreditava que usá-la como isca era a melhor forma de capturar o assassino que lhes dera tanto trabalho, e ela, se sentindo culpada por todas as mulheres que perderam a vida nas mãos de seu pai, decide que vai ajuda-los, contanto que isso não coloque sua filha, Ally, em perigo.

Essa sensação me apavorou: havia algo sombrio dentro de mim, algo que eu não conseguia controlar. – página 37

Sara é uma mulher de trinta e poucos anos que sempre foi tratada diferente de suas irmãs pelo pai delas, ele sempre deixara bem claro o favoritismo pelas filhas biológicas e não media esforços para fazê-la se sentir mal. Com um temperamento bem forte, Sara é uma personagem um pouco egoísta e bem chatinha, daquelas que não aceitam estar erradas e procuram motivos para brigar com as outras pessoas o tempo todo. Porém, vê-la sofrendo e se culpando pela dor que causara em Julia, sua mãe verdadeira, e seu desespero em se ver livre do Assassino do Acampamento me fez gostar dela, principalmente quando decidiu ajudar a polícia a encontra-lo.

Não sei bem o que dizer de John, o tal assassino. Ele é sim um psicopata, e assim como Sara, eu queria que ele fosse preso ou passasse por coisa pior depois de tudo o que fez às outras pessoas, mas a autora mostrou tanto o lado humano dele, desesperado pela atenção e aceitação da filha, a vontade de agradá-la e de ter uma família feliz, que eu simplesmente não conseguia odiá-lo. Tudo o que eu consegui sentir por ele foi pena, pena e mais pena.

E ainda não sei bem como eu me sinto. Acho que o que mais me assusta não é o que eu fiz, mas o fato de não ter nem mesmo hesitado em fazê-lo. – página 288

O livro é narrado pela protagonista, e ela conta os acontecimentos para sua terapeuta, Nadine, então o leitor fica cara a cara com a angustia que Sara está sentindo, e também com o medo de ter herdado a loucura e raiva de seu pai, e de tê-las passado também para sua filha, que já começa a demonstrar sinais de irritação muito fortes. É melhor não saber é um livro tenso que deixa o leitor apreensivo o tempo todo, e eu morria de medo de saber o que aconteceria no final, temia pelos personagens e temia mais ainda encontrar um “baseado numa história real” nos Agradecimentos ou coisa do tipo. Esse foi o primeiro livro que eu li da autora, mas como disse no começo da resenha, depois de ver quão maravilhosamente bem ela escreve e caminha com suas histórias, vou procurar mais obras dela.


6 comentários

  1. Ooooie Dryh, tudo bom?
    Li opiniões a respeito desse livro e me apaixoneeeeeeei completamente, essa capa é tão linda, mas eu acho que se não fosse pelas resenhas que leio não entraria na listinha dos desejados e claro, a sua não foi diferente! Adoro coisas tensas (hihihi), então me aparenta ser uma boa aposta nesse livrinho (: NECESSITO DESSE LIVRO!

    Beijos,
    http://umgrandevicioliterario.blogspot.com.br/

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  2. começando pela capa, cara muuuuito linda, o título não me chamaria muito a atenção,mas a história... fiquei mega com vontade de ler hahahahaha o tão temido "baseado em fatos reais" eu não dormiria se encontrasse isso em algum livro do tipo. Já não assisto filmes de terror por que sou muito medrosa!

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  3. O livro foi incrivel, intrigante e surpreendente, mas achei o final bem fraco em comparação com o livro. Suspeitei de algumas pessoas, e tive uma ideia louca sobre o assassino, que eram só ideias mesmo, kkkkkk. E o livro mostra bem o que uma mãe é capaz por um filho.
    Adorei a resenha \( ö )/

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  4. Oii, tudo bem?
    Eu amo livros de suspense, e a cada novo dia estou me surpreendendo com os que eu leio, parece que as historias só ficam melhor rsrs, com certeza esse vai entrar para a minha lista de desejados.

    www.fonte-da-leitura.blogspot.com.br

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  5. Oi Dryh, sua linda, tudo bem?
    Acho que era melhor não saber mesmo, como diz o título do livro, que enrascada ela se meteu!!!! E com um a filhinha ainda!!! Essa situação é tão complicada, tem tantas questões a serem discutidas como o relacionamento da mãe com ela, o relacionamento do pai que a criou (quem poderia culpá-lo?) e esse pai verdadeiro ainda quer conhecê-la? Adoro tramas fortes e um bom suspense, e depois de tanto elogios a narrativa da autora, não vejo a hora de ler esse livro. Sua resenha ficou ótima.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  6. Oi Flor!!!
    Não esperava tamanha profundidade nessa obra, sua resenha foi surpreendente e foi direto para a minha lista de leituras, espero sentir todas as angustias e sentimentos da personagem e me encantar com a escrita da autora! Beijos
    http://overdoselite.blogspot.com.br/

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