Rainha do Ar e da Escuridão

Oiee pessoas \0/
Esta resenha meio que se tornou um resumo cheio de spoilers revoltados sobre o livro, então já aviso antes, com letras maiúsculas e em vermelho: TEMOS MUITOS SPOILERS AQUI, TANTO DOS LIVROS ANTERIORES QUANTO DESTE, então se você insistir em ler, está por conta *-* Acontece que eu me decepcionei bastante com o livro, e sempre que vou começar outro livro da autora, acabo tendo que ler o final do anterior para lembrar o que aconteceu. Acredito que agora não precisarei mais fazer isso, já que falei sobre tudo aqui, dei minha opinião sobre tudo e critiquei bastante coisa...hehe' Bora lá!


Título: Rainha do ar e da escuridão
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera
Páginas: 742
Lançamento: 2019
Série: Os artifícios das trevas #3
Sinopse: Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.


Resenha - carregada de spoilers e revolta -

O livro começa onde o anterior terminou, com um tremendo caos acontecendo no Salão do Conselho após Annabel esfaquear e matar Robert Lightwood e Livvy Blackthorn, e fugir com a ajuda da Corte Unseelie. A espada de Emma é apreendida, todos estão desolados e a Tropa consegue, aos poucos, infiltrar seus pensamentos preconceituosos em relação aos seres do Submundo na cabeça de mais Caçadores das Sombras, mas esse não é o maior problema aqui: uma praga anda se espalhando pelo mundo e deixando os feiticeiros doentes, e o laço parabatai de Emma e Julian parece cada vez mais perigoso.

Todos estão desolados pela morte de Livvy, mas acabam tendo que lidar com o fato de que ela não vai mais voltar. Alguns desejam vingança, outros simplesmente não sabem o que fazer com os sentimentos e direcionam a raiva para outros lugares, e Ty almeja fazer um feitiço maligno para trazê-la de volta, assim como o feiticeiro Malcolm fez com Annabel... E no meio disso, Julian pede para que Magnus jogue nele um feitiço para tirar suas emoções, assim ele não será influenciado pelo seu amor por Emma em cada decisão que tomar.

Com a subida de Horace Dearborn ao poder, tornando-se o Cônsul após a morte de Robert, as coisas começam a ficar complicadas para todos aqueles que discordam dos “princípios” da Tropa; os Blackthorn são o principal alvo, mas até mesmo a Inquisidora e outros Caçadores de Sombras acabam sendo perseguidos e presos, acusados de “traição” e de compactuar com membros do Submundo. As coisas entre o Mundo das Fadas e o mundo dos Caçadores das Sombras também se complicam, mas é graças a isso que Jace e Clary aparecem e tornam-se presença constante no livro: presos no Mundo das Fadas, eles são resgatados quando Cristina, Mark e Kieran aparecem atrás de Emma e Julian, que haviam sido enviados para lá numa missão suicida.

Existe uma corrupção no coração da ligação dos parabatai. Um veneno. Uma escuridão nela que reflete a sua bondade. Há uma razão pela qual os parabatai não podem se apaixonar, e é monstruosa, para além de tudo que poderia imaginar. – página 404

O triângulo amoroso entre Cristina, Mark e Kieran foi uma das coisas mais apaixonantes e de que eu mais gostei nesse livro; diferente de Emma e Julian, que o tempo todo me irritavam, a relação dos três é mais simples, eles se amam e querem ficar juntos, mesmo que isso não pareça possível. Sem contar que eu gosto muito de Cristina e Mark desde o primeiro livro, e Kieran vem se tornando uma pessoa incrível ao longo do tempo, então faz sentido essas terem sido minhas partes favoritas do livro. Já Emma e Julian... Bem, eu sempre os achei bem “sem sal”, e nunca foram personagens fodásticos como muitos outros, mas eles são os protagonistas da história, então... A gente acaba tendo que aguentar, né? Claro que em alguns momentos eles se superam ou fazem coisas incríveis (como quando foram enviados para um mundo alternativo criado pelo Rei Unseelie, onde o mundo estava um tremendo caos e Sebastian ainda estava vivo), mas esse relacionamento proibido entre eles, por causa do tal laço parabatai, e agora esse feitiço para deixar Julian sem sentimentos (mandando embora a única coisa que o fazia ser um personagem minimamente decente) deixou tudo bem cansativo.

Em relação aos Blackthorn mais novos.... Foram muitas surpresas! Dru finalmente teve um espacinho para provar que não é mais uma criança; graças a ela muitos Caçadores presos pela Tropa puderam comparecer à guerra e lutar contra Dearborn e seus comparsas. Tavvy não tem muito destaque por ainda ser novo, mas ele aparece em algumas cenas, junto com Rafe e Max, filhos de Alec e Magnus. Helen agora é presença constante na vida dos irmãos, e leva Alice a tiracolo; não tenho muito o que dizer a respeito delas, pois não gosto nem desgosto, mas agora que Julian está sem sentimentos, é bom para os demais irmãos terem alguém que se importa por perto. E Ty.... Bem, ele passa muito tempo com Kit, planejando o feitiço para trazer Livvy de volta (Kit não concorda, mas acaba indo na onda, pois nutre sentimentos pelo amigo e não quer perde-lo), e ambos ganham bastante destaque no livro, principalmente Kit, que acaba descobrindo mais coisas sobre sua linhagem.

Eu gostei bastante das partes em que Emma e Julian estavam em Thule, o tal mundo alternativo, mas para ser sincera, eu queria que elas acabassem logo e tudo voltasse ao normal, ao mundo “comum”. As partes em que as personagens estão no Mundo das Fadas são incríveis, eu sempre gostei muito quando Jace, Clary e companhia tinham que ir para lá, e agora gosto mais ainda quando as personagens de Os artifícios das trevas também precisam ir, principalmente porque Kieran se tornou o Rei Unseelie, e talvez agora as coisas se “arrumem” um pouco.

Em relação ao final, bem, eu odiei. Odiei mesmo, e não porque “foi tão bom que eu odiei ter acabado”, como sempre aconteceu com os livros anteriores; eu odiei porque foi ruim a ponto de se tornar ridículo. Eu esperava muito mais, muito mesmo. Kit e Ty tiveram uma discussão a respeito do tal feitiço, Kit se declarou e Ty ligou o “foda-se”, o que fez com que Kit decidisse por morar com Jem e Tessa e cortar todos os laços que tinha com a família Blackthorn. Os membros preconceituosos da Tropa, liderados por Zara, ameaçam se suicidar caso os demais Caçadores das Sombras não deixem Alicante para sempre, e não desejando ser o motivo do suicídio de vários Caçadores jovens com minhocas na cabeça, Alec Lightwood, agora o novo Cônsul, decide que todos vão embora e Alicante vai ficar sob o comando da Tropa. E para completar o trio final “odioso”, no fim da batalha (ou guerra), Emma e Julian se tornam anjos gigantes e vingativos graças ao poder do laço parabatai corrompido entre eles, e só param de tentar matar as pessoas quando as demais personagens aparecem para dizer o quanto precisam deles, o quanto eles são maravilhosos e blá blá blá. Como alguém que não curte muito os dois, eu me segurei MUITO para não revirar os olhos diante dessas declarações. Eu realmente espero que, agora que podem ficar juntos, os dois se tornem um pouco mais interessantes e pelo menos um pouco apaixonantes para esta leitora que vos fala *-*

“Você é a única pessoa que já amei assim e sei que é a única pessoa que vou amar. E não sou eu mesmo sem você, Emma. Depois que você dissolve tinta na água, não tem como desfazer. É assim. Não tenho como tirar você de mim. Significa arrancar meu coração, e eu não gosto de mim sem meu coração. Sei disso agora.” – página 407

Mas agora que o laço entre eles foi quebrado, o casal finalmente pode ficar junto. Yey. Além disso, Mark, Kieran e Cristina conseguem um lugarzinho onde podem se encontrar e se amar um pouquinho, um lugar que não é nem no mundo dos Caçadores das Sombras e nem no território Unseelie: a cabana de Adaon, irmão de Kieran. E no final do livro temos cenas maravilhosas do casamento #Malec, que eu esperava ansiosamente que fosse acontecer desde Cidade dos Ossos, amém!

Eu estou curiosa para ler o próximo livro, mas não ansiosa. O desfecho deste me deixou bastante decepcionada, o que não acontecia desde que li Anjo Mecânico e não curti, mas acontece, fazer o quê. Eu optei por contar praticamente tudo porque sempre acabo precisando de um resumo do livro anterior quando vou ler o próximo lançamento da autora, então essa resenha é mais um resumo cheio de revoltas e spoilers...haha. Enfim, vamos ver onde Cassandra Clare vai nos levar.


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