Mentiras

Oiee pessoas \0/
Quem já comprou livro tremendo de ansiedade para ler, mas deixou que ele quase criasse raízes na estante por 5 anos? EEEU! Que vergonha! Quando li Gone - tinha uns 10 anos de idade - me apaixonei completamente pelo livro, e comprei Fome assim que lançou. O mesmo aconteceu com Mentiras, mas só o finalizei hoje!
Apesar do arrependimento e da vergonha por ter demorado tanto para ler, eu estou muito feliz! Comprei as continuações e mal vejo a hora de lê-las - desta vez não vou demorar metade de uma década, prometo!
Com vocês, Mentiras, terceiro livro da série Gone, por Michael Grant. A resenha contém spoilers dos livros anteriores, ok?

Título: Mentiras
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Edição: 1
Lançamento: 2012
Série: Gone #3
Sinopse: Neste volume, sete meses se passaram e as coisas parecem finalmente ter criado alguma ordem no LGAR - se é que podemos chamar de ordem um bando de crianças sozinhas e armadas. Mas estabilidade não parece ser uma opção no LGAR. Coisas cada vez mais estranhas continuam a acontecer e, como se não bastasse, um boato ainda mais estranho, para não dizer assustador, começa a se alastrar. Mas mesmo naquele lugar bizarro não é possível que mortos voltem à vida... é? Isso aconteceu em uma noite: uma garota morta caminha entre os vivos, Zil e os Normais ateiam fogo a Praia Perdido, e no meio das chamas e fumaça, Sam vê o garoto que mais teme – Drake. Mas Sam e Caine derrotaram ele junta com a Escuridão – ou assim acreditavam. Com Praia Perdida queimada, o combate inicia-se: Astrid contra a Town Council, os Normais contra os mutantes, e Sam contra Drake. E a profetiza Orsay e Nerezza estão pregando que a morte os libertará. Com a vida em LGAR tornando-se cada vez mais desesperadora, ninguém sabe em quem confiar.
  
Resenha

“Sam, chega uma hora em que o mundo não precisa mais de heróis. E então o verdadeiro herói sabe que deve partir.” – página 19

Drake finalmente está morto, a Escuridão foi embora e as crianças de Praia Perdida finalmente podem respirar melhor.... Ou não? Uma guerra entre humanos e aberrações se aproxima, e agora que Sam não é mais o prefeito e aquele que decide tudo – um Conselho foi criado e, obviamente, a chefe é Astrid -, nada pode fazer a respeito. Então Zil e a Galera Humana picham paredes, iniciam incêndios, sequestram e aterrorizam crianças. Além disso, uma garota morta voltou à vida, uma falsa profeta (ou não?) anda dizendo coisas estranhas e Caine está em algum lugar.

Sete meses após o confinamento, as coisas pareciam estar correndo bem. Praia Perdida possuía um bom suprimento de comida – não o suficiente, mas pelo menos ninguém estava morrendo de fome – um Conselho que, aparentemente, criaria leis para que todos seguissem, um exército, um corpo de bombeiros, Lara para curar quem quer que se machucasse, e por aí ia. Mas nem tudo estava indo às maravilhas, muitos personagens estavam enfrentando problemas pessoais e em conjunto, não havia mais eletricidade ou água corrente, e nunca se sabia o que iria acontecer ou quem iria atacar.

Algo recorrente nos livros dessa série é a quantidade de mentiras e atos violentos que os personagens praticam uns com os outros. Desde o primeiro livro já temos assassinato, tortura e por aí vai, mas agora, com Mentiras, por mais que algumas pessoas tentem colocar tudo em ordem, coisas saem do lugar ou acabam dando errado. Michael Grant sabe pegar o que há de pior no ser humano e enfiar em seus livros, cujos personagens são apenas crianças. É horrendo e, ao mesmo tempo, incrível!

Alguns personagens passaram por eventos muito traumatizantes (meio difícil classificar o que não é traumatizante nessa série) no último livro, e agora estão, bem, quebrados. Lara e Sam não são eles mesmos, e nada no LGAR contribui para que voltem a ser quem eram. Astrid continua se achando a personificação da inteligência, querendo impor sua religião sobre todo mundo, impedindo Sam de agir quando necessário e esperando que ele aja quando as coisas já estão ferradas. Como assim? Pois é. Aparentemente ele não era mais o prefeito, e tudo tinha que ser decidido pelo Conselho, ou seja, Sam não podia simplesmente parar quem quer que estivesse assassinando, incendiando ou torturando; o Conselho é quem decidia isso. A não ser que tudo já estivesse pegando fogo, aí era meio que obrigação dele agir. #dálicença

“É - disse Howard - Você não sabe que só a Astrid pode ter segredos? É, nós podemos mentir porque somos os inteligentes. Não somos como todos aqueles idiotas lá fora.” – página 171

Talvez vocês tenham percebido que meu afeto por Astrid é quase nulo, e eu já venho cultivando esse ranço desde o primeiro livro. Felizmente, alguns personagens percebem o que ela anda fazendo e dão uma dura tão grande, tão grande, que eu reli a página umas três vezes, sorrindo que nem tonta ao perceber que justiça havia sido feita! Felizmente ela também percebe o que fez e tenta se redimir, o que é um ponto meio positivo – meio porque talvez o tenha feito por medo de ficar sozinha.

Edilio, Dekka, Quinn, Howard e Orc – quem diria! – foram estrelas neste livro! Ainda fico um pouco triste por Taylor quase não servir de nada nas confusões, mas espero que ela tenha um papel mais importante no próximo livro, e Brianna também. Sam continua sendo o herói e a pessoa para quem todo mundo corre quando acontece alguma coisa, mas aqui vemos o quanto essa responsabilidade toda pesa nele. Em Fome víamos que ele não dormia porque sempre acontecia alguma coisa, o estresse era extremo e tudo o mais, mas aqui ele realmente está mal e traumatizado. Dá pena de ver, mas mostra que, apesar de tudo o que teve que fazer e pelo o que passou, ele continua sendo apenas um menino.

A Profetisa viu que todos vamos sofrer uma provação terrível. Isso acontecerá logo. E então, [...], então, virão o demônio e o anjo. E num pôr do sol vermelho seremos libertados. – página 141

Não gosto muito quando novos personagens aparecem nas histórias, mas o autor introduziu algumas crianças que tiveram (e ainda terão, imagino) papeis importantes na trama, e estou curiosa para saber o que vai acontecer. Michael deixou algumas pistas do que nos aguarda em Praga, e eu tô contando os dias para meu exemplar chegar! - Tive que comprar em inglês porque a versão em português (com a capa linda da Galera Record) estava o dobro do preço, mas tudo bem. -, e algo me diz que vai ser ainda mais eletrizante!

 

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