Mais que amigos

Oie pessoas \0/
Quem aí gosta de comédias românticas? Eu amo! E hoje venho trazer a resenha de Mais que amigos, da Lauren Layne, e publicado pela editora Paralela. Bora?

Título: Mais que amigos
Autora: Lauren Layne
Editora: Paralela (cortesia)
Páginas: 224
Edição: 1
Lançamento: 2018
Sinopse: Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível?
Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento.
Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver.
Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!


Resenha


Dá para se ter um relacionamento platônico com um cara sem qualquer desejo romântico, fantasia sexual e tentativas fúteis de esconder a dor do amor não correspondido com declarações ingênuas como “eu não gosto dele desse jeito”. Como é que eu sei disso? Como sei que homens e mulheres podem ser melhores amigos sem qualquer envolvimento romântico? Porque sou o lado feminino dessa equação há seis anos. – página 8

Parker e Ben são melhores amigos desde a faculdade, e são a prova viva de que homens e mulheres podem ser amigos sem ter intenções sexuais. Eles nunca nem mesmo pensaram em ter um relacionamento que ultrapassasse as barreiras da amizade, e agora, ele com 24 e ela com 22 anos, as coisas continuam muito bem; Parker é apaixonada por seu namorado, Lance, Ben adora a vida de solteiro pegador e eles dividem a casa numa boa. Até que tudo despenca.

Parker leva um pé na bunda e decide que quer levar uma vida como a de Ben: conhecendo pessoas em bares, sem preocupações e sem corações partidos. Mas ela não é o tipo de garota que consegue ir para a cama com um desconhecido, então lança uma proposta: a de que ela e Ben deveriam manter uma amizade colorida e que, se as coisas começassem a ficar estranhas, diriam alguma coisa e tudo voltaria a ser como antes.

A relação de Parker e Ben é muito linda e divertida de se ver; eles estão acostumados a viver um com o outro, então se conhecem melhor do que ninguém. Parker não julga a “vida que Ben leva” e às vezes até dá uma ajudinha para se livrar de alguma garota que não quer ir embora, enquanto Ben se dá bem com Lance – pode-se até dizer que eles são amigos – e com os pais dela. No início ambos ficam relutantes e com medo de que a amizade colorida possa estragar algo que eles lutaram tanto para manter, (afinal, quem acreditaria que um homem e uma mulher vivendo juntos nunca tiveram nada romântico?) mas logo acabam entrando numa espécie de rotina... E bem, aí coisas acontecem.

E se o cara certo para aplacar meu desejo sexual for alguém que me faz rir? Alguém com quem consigo conversar. E se o cara certo... estiver bem na minha cara? – página 70

Eu estava mega curiosa para ler esse livro porque recebi um e-mail da newsletter da editora Paralela, e nela mencionavam o livro e os motivos de ser tão fofo. Românticas apaixonadas de plantão não resistem, né? Quando comecei a ler, porém, não curti muito a escrita da autora, e ver que as falas estavam entre aspas – tenho ranço, fazer o quê? – me desanimou um pouquinho. Maas eu continuava curiosa e queria conhecer a Parker, o Ben e essa amizade deles. Não vou mentir, eu esperava bem mais, mas a autora soube conduzir a história de maneira fofa, e conseguiu me envolver.

Houve um tempo em que eu poderia defender Ben. Ser a pessoa que o procuraria neste exato momento e faria um monologo animado sobre estar sendo um idiota, e sobre como seria uma enorme sorte para qualquer garota ser sua namorada. Eu poderia ter feito isso na época, mas as coisas mudaram. Porque tenho medo de acabar dando com a língua nos dentes. De dizer o que não devo. Tipo que eu quero ser essa garota. – página 184

O livro não tem nada de surpreendente, a gente sabe desde o início o que vai acontecer, e a autora até tentou criar alguns conflitos aqui e ali, mas nada tão profundo ou surpreendente. Até achei que ela poderia ter desenvolvido mais algumas coisas, como, por exemplo, o final, e também os personagens secundários.

Mais que amigos é sim uma comédia romântica irresistível, mas contanto que você não espere muito da história, não espere surpresas ou reviravoltas, porque isso não acontece. O enredo é bem clichê e a gente sabe desde o início (desde a sinopse, na verdade) o que vai acontecer no final, mas a parte boa é poder acompanhar Ben e Parker durante as páginas, vê-los passando por coisas tão comuns que eles poderiam até mesmo ser nossos amigos. Há também cenas engraçadas, cenas em que queremos esganar um ou outro – o livro é narrado pelos dois – e cenas fofas, então é tudo o que precisamos numa tarde preguiçosa para passar o tempo e se divertir!


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