Memórias de um amigo imaginário

Oiee pessoas, como vocês estão?
Andam lendo bastante? Eu, pessoalmente, estou um fracasso...haha' comecei a ler livros que estavam criando raízes na estante, mas, bem, alguns deles precisam das continuações, né? haha' mas coloquei na cabeça que não vou comprar, então estou bem limitada. Isso tudo são desculpas para dizer que ando lendo pouco, vocês me pegaram.
Hoje trago a resenha de um livro muito amorzinho que li recentemente, espero que gostem <3

Título: Memórias de um amigo imaginário
Autor: Matthew Dicks
Tradutora: Silvia Cobelo
Editora: iD
Páginas: 432
Edição: 1
Lançamento: 2012
Sinopse: Enquanto Max acreditar em mim, eu existo. Posso precisar da imaginação do Max para existir, mas tenho os meus pensamentos, as minhas ideias e a minha vida, tudo isso separado dele. Max não gosta de gente da mesma forma que as outras crianças gostam. Ele gosta das pessoas, mas bem de longe. Quanto mais afastado alguém ficar de Max, mais ele vai gostar dessa pessoa. Nós dois não gostamos da Sra. Patterson, mas ultimamente ela e Max estão estranhamente próximos. Isso não é normal, muito menos para alguém como o meu amigo. Ele corre perigo, tenho certeza...

Resenha

Budo tem cinco anos, e é o amigo imaginário mais velho que já conheceu. Melhor amigo de Max, um garotinho autista de oito anos (ao menos é o que aparenta ser), ele o acompanha para todos os lados, inclusive ao banheiro, para ter certeza de que ninguém vai entrar quando Max está em uma das cabines. Mas quando Max começa a se aproximar da Sra. Patterson (de quem Budo não gostava) e não revela o motivo, Budo entra em pânico. Alguma coisa estava errada...

Já fazia anos que este livro estava na estante, e não sei bem o que me fez pegá-lo para ler. Coloquei na cabeça que, se não gostasse dele já no começo, nem continuaria a ler e o passaria para a frente. Foi uma surpresa quando me vi totalmente mergulhada na história, e não conseguia mais largar! A escrita do autor é muito envolvente, e ter Budo narrando tudo só deixou as coisas melhores!

O que a senhora Holmes não entende é que Max fica feliz quando está sozinho. Só porque a Sra. Holmes, a mãe do Max e a maioria das pessoas são mais felizes quando estão com os amigos, isso não quer dizer que ele precisa de amigos para ser feliz. – página 122

Os personagens foram bem construídos; era perceptível que os pais de Max estavam sempre pisando em ovos com ele, mas que também tentavam mudar o menino para se tornar o filho que eles queriam ter. Além disso, Budo fala sobre os professores da escola que Max frequenta – os favoritos, os que tratam as crianças como bebês, os que não gostava – e dos amigos que fazia durante a noite, quando perambulava pela cidade. Como Max era a única pessoa real que o via, Budo ficava observando outras pessoas e as considerava suas amigas, além dos outros amigos imaginários que encontrava em diversos lugares.

Achei interessante notar que, além do amadurecimento de Max, que passa por poucas e boas, Budo também tem seu crescimento pessoal e se torna uma “pessoa” melhor no final. Ele costumava pensar apenas em si, tinha medo de que Max deixasse de acreditar nele e, consequentemente, de desaparecer, então às vezes tinha pensamentos egoístas sobre deixar tudo como estava só para continuar existindo. Felizmente, ele percebe que seu amigo não era apenas seu “imaginador”, mas também seu melhor amigo, e que o bem-estar de Max também contava.

Se Max ficar aqui, eu vou continuar existindo enquanto ele viver. Eu seria o amigo imaginário com mais tempo de existência, mais do que qualquer outro amigo imaginário na Terra. – página 255

Contudo, apesar de ter sido um livro que praticamente me sequestrou do mundo real – hehe -, o autor e a editora cometeram várias gafes que pesaram um pouco, como a repetição excessiva de alguns pensamentos do Budo (se tornou um pouco cansativo) e os MUITOS erros na revisão. Era nome de personagem errado, falta de pontuação, palavras comidas, desaparecidas ou nadando na frase sem necessidade... Mas como a editora iD já não existe mais no mercado editorial, não tenho bem para quem reclamar...rs’

Memórias de um amigo imaginário é tão lindo quanto a capa revela ser! Budo é praticamente uma criança, e seus pensamentos (o desejo de ser real, de ter uma mãe para abraça-lo, de poder ir à escola como Max) me deixaram com o coração apertado, pois ele é tão inocente, tão puro, tão gentil! Claro que teve seus momentos egoístas, mencionados lá em cima, mas quem em seu lugar não se sentiria dessa forma? Eu amei o livro, amei as passagens em que Budo encontrava outros amigos imaginários, e amei ainda mais o final – apesar de não ter entendido o epílogo.
É uma verdadeira obra sobre amor, amizade, lealdade e sobre acreditar em si mesmo, e apesar dos apesares negativos, recomendo muito a todos!

Sinto como se todos estivessem desaparecendo. – página 114


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