Nada escapa a Lady Whistledown

Oiee pessoas, tudo bem?
Este é o segundo livro da duologia Lady Whistledown (vocês podem conferir a resenha do primeiro livro aqui: Lady Whistledown contra-ataca), e assim como o anterior, nos traz quatro contos apaixonantes de arrancar suspiros <3

Título: Nada escapa a Lady Whistledown
Autoras: Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan
Editora: Arqueiro (cortesia)
Páginas: 320
Edição: 1
Lançamento: 2018
Série: Lady Whistledown #2
Sinopse: Em Nada Escapa a Lady Whistledown, a cronista eternizada por Julia Quinn continua a revelar os acontecimentos mais apimentados da temporada londrina. Suas colunas são o fio condutor das quatro histórias que formam esta encantadora e divertida coletânea. Há tanto a ser dito sobre o baile oferecido por lady Trowbridge, em Hampstead, que esta autora não teria como contar tudo em só uma coluna... Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1813 Julia Quinn encanta... A alta sociedade está em polvorosa, afinal a debutante mais promissora da temporada foi rejeitada por seu pretendente... apenas para ser conquistada em seguida pelo charmoso irmão mais velho do canalha que não a quis. Suzanne Enoch fascina... Um futuro noivo fica sabendo que o comportamento escandaloso de sua bela prometida foi parar na coluna de lady Whistledown e volta correndo para Londres com o intuito de ganhar o coração da moça de uma vez por todas. Karen Hawkins seduz... Um conhecido libertino tem sua amizade mais antiga e seu coração postos à prova quando uma adorável dama se encanta por outro cavalheiro. Mia Ryan delicia... Uma jovem é despejada da própria casa por um detestável – embora charmoso – marquês que pretende tomar posse não apenas do imóvel, mas também de sua antiga moradora.

Resenha

O Tâmisa ter congelado no que foi o inverno mais frio de toda a Londres não era a maior novidade. Muita coisa aconteceu, algumas delas, escandalosas! A debutante mais promissora da temporada foi deixada de lado por seu pretendente, um noivo volta a Londres soltando fogo pelas ventas ao saber que sua noiva está andando com outros cavalheiros, um libertino ameaça sossegar ao perceber que ama sua melhor amiga, e uma jovem é despejada da própria casa por um parente distante e arrogante. Quatro contos de quatro autoras que prometem nos arrancar suspiros e, quem sabe, até algumas lágrimas...
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Era aristocrático e belo, tão diferente do que imaginara que ela poderia considera-lo um impostor. Quando sorria, porém, os olhos se iluminavam e, em resposta, seu tolo coração se acelerava. – página 30

O primeiro conto é de Suzanne Enoch, e traz a história de Anne Bishop, uma jovem que, ao nascer, fora prometida ao filho de um amigo de seus pais. Mas até agora, já debutando, ela nunca recebeu uma carta sequer de seu provável noivo, de maneira que sonhava em escapar do casamento arranjado. Só que seu nome aparece em uma das colunas de Lady Whistledown, o que faz com lorde Halfurst volte para Londres para “reivindicar” sua noiva, ou como ele parecia achar que ela era, sua propriedade.

Eu já não tinha gostado muito do conto de Suzanne na antologia anterior, mas decidi esquecer isso por ora e mergulhar de cabeça em seu conto aqui. Acontece que eu não gostei. Ver que Anne não aceitou se casar com Halfurst de primeira me deixou um pouco aliviada, mas eu odiei ver que ele a tratava como uma encomenda a ser levada embora, ou até mesmo como uma propriedade que mais ninguém podia ver ou tocar. Como romance de época, obviamente a história seria um pouco machista, mas aqui, a autora exagerou. Não consegui gostar dos personagens e nem da história em si; felizmente, o conto é curto.

No momento, lorde Howard podia estar levando uma ligeira vantagem, mas Anne Bishop pertencia a ele. – página 43

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Royce gostaria de saber o que tornava Liza única. Não era apenas seu jeito de se vestir, embora fosse bastante incomum. Era algo mais. Talvez a inteligência em seus olhos verdes ou a forma com que seu rosto se iluminava quando ela ria, mas, o que quer que fosse, despertava nele o desejo de rir e nunca mais parar. – página 121

O segundo conto é de Karen Hawkins, e traz a história de Elizabeth Pritchard – ou Liza -, uma solteirona que passara dos 30 anos, mas que era muito respeitada na alta sociedade, mesmo usando roupas feias e combinações horríveis. Liza já tivera pretendentes, mas sua melhor amiga, Meg, e o irmão mais velho dela (também conhecido como melhor amigo de Liza), Royce, afastaram os caça dotes e todos aqueles que não a mereciam. Sendo dona da própria fortuna, Liza era um alvo e tanto para cavalheiros desesperados por dinheiro.

Mas quando ela parece interessada num cavalheiro em especifico, e as coisas vão se encaminhando para uma corte e, futuramente, talvez, um noivado, Royce entra em pânico. Ele percebe que iria perder sua melhor amiga, e não apenas isso... A mulher que ele amava. Mas claro que ele demora um pouco para perceber o que realmente estava acontecendo em seu coração, eles sempre demoram, não é mesmo?

Este conto me encantou! Adorei as personagens; Liza é dona de uma personalidade e um carisma que eu ainda não havia encontrado em nenhuma outra mocinha de romance de época, e Royce é um encanto! A história também é linda, e apesar de a gente saber o que possivelmente acontecerá no final, não perde a magia. Um dos melhores contos do livro, sem dúvidas.

Tudo o que sabia ao certo era que a amava e não saberia viver sem ela. – página 169

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Mia Ryan nos presenteia com a história de lady Caroline Starling, que junto com sua mãe, fora expulsa da própria casa por um parente distante que reivindicara para si sua herança. Agora ela precisa casar-se tanto para ter um lugar só seu quanto para fugir dos dramas da mãe, e é certo que o fará com Ernest Wareing, conde de Pellering. Só que o tal parente distante retornou a Londres e, apesar do que muitos diziam – e também do que ele deixava aparentar – Terrance Greyson, lorde Darington, não era tão ruim.

Este conto também me deixou suspirando pelos cantos da casa! Que história mais apaixonante e divertida! Caroline é uma personagem incrível, e sua personalidade me fez amar a história todinha, apesar dos momentos arrogantes de Terrance (há uma justificativa boa por trás de seu comportamento), e das investidas de sua mãe. E o mais legal do livro, é que os personagens de todos os contos se conhecem, e suas ações impactam diretamente nos acontecimentos dos outros contos! Isso é MUITO legal! E claro, não podia faltar as crônicas de L. Whistledown, não é mesmo? Esse conto é muito apaixonante, um dos meus favoritos não só deste livro, mas também unindo as histórias deste com os do primeiro.

Quem diria que alguém poderia se sentir tão aquecida quando o mundo ao redor congelava? – página 201

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E por último, com Julia Quinn, temos a história de Susannah Ballister, aquela que era a dama mais promissora da temporada e que estava prestes a noivar.... Até que o rapaz em questão se casou com outra. Humilhada, Susannah foi com a família para o campo, e só voltou porque, bem... O Tâmisa congelou.
Ela, obviamente, não queria voltar. Afinal, quem gostaria de encarar uma sociedade que a culpava por uma corte deprimente quando, na verdade, ela não tinha culpa nenhuma? Mas sua família insistira, então ela voltara, ainda que tentasse fugir do ex-quase-noivo e sua nova esposa... E do irmão mais velho dele, que de repente parecia muito interessado nela!

Aah, fui reconquistada por Julia Quinn! Que conto maravilhoso! Ri muito com as personagens e as situações pelas quais passaram – algumas delas desencadeadas por personagens dos outros contos – e me apaixonei por Susannah e David Mann-Formsby, conde de Renmister. Fiquei feliz ao perceber que, dos quatro contos, apenas um não me agradou. Se me lembro bem, a coisa foi pior com o primeiro livro. As histórias são leves, divertidas e até rápidas; o que chega a ser um pouco triste, mas se fossem mais longas, acredito que perderiam a magia. Sendo assim, foram leituras maravilhosas e que me deixaram suspirando alto! Recomendo muito aos fãs de romances de época, e principalmente para quem, assim como eu, sente muitas saudades de Lady Whistledown.

Ele a beijou até ela achar que desmaiaria de desejo. Ele a beijou até ela achar que desmaiaria de falta de ar. Ele a beijou até que ela não conseguisse pensar em nada além dele, não conseguisse ver nada além do rosto dele em sua mente, e até que não quisesse mais nada além do sabor dele em seus lábios...para sempre. – página 271


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