
Autor: Thássio G. Ferreira
Editora: Ibis Libris
Páginas: 84
Edição: 1
Lançamento: 2016
Sinopse: Despido de si, o uno é sempre um outro, de maneira que somente a poesia possa deflagrar tal dinâmica de alteração e pró-criação do existente. A razão entra, sim, no cuidado de revelar a própria emoção poética, sem que a aniquile quando consumada na forma-poema. Dessa consciência, Thássio G. Ferreira se vale: maneja ferramentas sonoras, rímicas, rítmicas. Entre aliterações e assonâncias, não joga as palavras, nem somente joga com elas. O poeta se joga, sim, à palavra como quem “se entrega ao sol do mundo”. Apresentação de Igor Fagundes.
Obs.: Se quiserem ouvir música, indico [Rua – No mínimo era isso]
Se você é daqueles que busca um livro rápido de ser lido, e gosta de poemas/poesia esse é o livro certo, e aqui vai um aviso, nem sempre os menores são os mais rápidos, porque as poucas páginas lhe trazem o que caberia em centenas delas, com folga, e espaço para mais inserções, falar de algo tão intimo como o próprio eu é difícil e belo. É como o embate eterno do dia e noite, do claro escuro, do infinito que não começa de fora de si
Se não está acostumado a sentir pare agora porque está errado, comece a respirar e leia esse livro, talvez não seja seu gênero preferido, mas leia-o mesmo assim, vai mudar a forma como ... (insira aqui uma palavra legal que gostaria de mudar), e vai aprender a desnudar-se de si mesmo e daquilo que acha ser você.
Um livro de poemas que poesia-se, porque certa vez li em algum lugar não sei onde, e nem me lembro quem foi que falou, talvez seja um desses mestres da escrita, que a poesia existe acima do literário, que ela se dá através do olhar que temos das coisas ao nosso redor e que ela se faz mais simples que as regras do estilo, e é dessa forma – ou jeito se preferir – que esse livro me vem, é simples e bonito.
São poemas/poesias que se voltam não somente para o desnudamento de roupas, de partes que são acessórios de consumo, mas um desnudar-se da carne, do ser, e se você é desses que acredita em espírito e alma, também é deles que se desnuda, que se lembra de si como é, sem as metáforas do dia a dia, do cansaço, da angustia de ser o que não se quer durante tantas horas, anos. A desconstrução de metáforas criadas por tantos outros belos artistas deste meio, como pedras que não significam nada, de nuvens que somente as são, de associação com nada, e no instante seguinte que se mostram cheias de caminhos diversos dando assim margem para várias leituras.
O livro que se constrói nas desconstruções que o autor faz de si mesmo, e não somente dele como artista, mas do ser humano, de você e de mim. Ele nos leva juntos e mostra que aquele lugar de sentir ainda não acabou, ainda da tempo de ser sensível e se ver sem as amarras do vestir - seja em qualquer aspecto -, porque ser o que se é, torna-se muito mais gostoso de se ser (desculpem-me pelo ato pleonástico).
Olá! Não tenho o hábito de ler livros de poesias, mas admito que às vezes é bom ler algumas e refletir sobre o que dizem. Nem todos tem a habilidade de nos fazer sentir o que queriam passar com o que escreveram. Bom que você gostou muito do que leu. :)
ResponderExcluirBeijos!
Oi Carol, já tem uma eternidade que não leio poemas ou poesias, mas gosto do gênero. Este livro eu não tinha visto ainda e vou deixar a dica anotada.
ResponderExcluirBjs, Rose
Olá. Não leio muitos livros de poesia, mas essa boa dica tá boa demais.
ResponderExcluirBeijos da May :)
http://minhapequenacoleao.blogspot.com.br/2017/08/quando-eu-li-nossa-musica_20.html
Minha Pequena Coleção
ExcluirNão tenho muita sensibilidade para ler/compreender poesia, infelizmente, mas adorei a sua dica.
ResponderExcluirÉ sempre bom conhecer novidades e conhecer essa obra aqui no seu blog está sendo muito legal!
Beijinhos
#Ana Souza
https://literakaos.wordpress.com/